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MUDANÇAS NA LEI DE FRANQUIAS
Quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
O projeto de autoria do deputado Carlos Bezerra (PMDB-MT) estabelece critérios mais rígidos ao sistema de franquias brasileiro. Segundo o projeto, para que uma empresa adquira o direito de comercializar o uso de sua marca através de franquias, é necessário que a operação já exista há no mínimo um ano. Para que se torne lei, é preciso que o projeto seja aprovado no plenário do congresso e posteriormente sancionado pelo presidente da republica.
Com essa medida as empresas interessadas em franquear sua marca serão obrigadas a investir em unidades próprias para adquirir a experiência e know how, e então poder ofertar sua Circular de Ofertas ao mercado.
Para o diretor da Central de Franquias & Bureau de Negócios Nelio de Castro Gomes, a nova lei vai trazer ainda mais profissionalismo a um setor já altamente qualificado. “ O mínimo que se espera de um franqueador, é que ele já tenha testado e comprovado que seu negócio apresenta uma rentabilidade suficiente para que o futuro franqueado pague suas taxas, (royalties e fundo de propaganda) e obtenha lucros”. Ainda segundo Gomes, “é imprescindível que o franqueador conheça a ponta do negócio e dessa forma teste seus métodos e padrões. Apenas dessa forma o franqueador terá condições de apresentar ao futuro franqueado um Plano de Negócios bem próximo da realidade, e o mais importante, vai compreender perfeitamente os problemas pelos quais o franqueado poderá passar. O princípio do negócio franchising é a transferência de know how, e isso só é possível quando o franqueador conhece e opera alguma unidade”.
Muito embora o sistema de franchising ofereça mais segurança ao investidor, em relação a um empreendimento independente, não deixa de ser um negócio, e portanto, também envolve riscos. Porém, no franchising os riscos devem ser minimizados.
Hoje não existe critério de tempo para que uma empresa se lance ao mercado de franchising, dessa forma, vários são os casos de franqueadores que a partir de uma idéia, formatam sua franquia e oferecem ao mercado. É verdade que em muitos casos o negócio prospera e apresenta boas alternativas de rentabilidade, poderíamos citar vários “cases” como exemplo. Porém, o inverso, infelizmente também ocorre.
“Vários são os casos em que ao oferecer uma franquia a um empreendedor, ouço poucas e boas a respeito do sistema. Essa revolta certamente é fruto de um negócio mal sucedido que gerou prejuízos e frustrações”. Afirma o diretor da Central de Franquias & Bureau de Negócios Nelio de Castro Gomes.
Não existe no Brasil mecanismos de fiscalização para o setor de franquias. A Associação Brasileira de Franchising, órgão máximo do setor no Brasil, é bem criteriosa na admissão de sócios, portanto, é a melhor referência na hora de se adquirir uma franquia.
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| Fonte: Central de Franquias & Bureau de Negócios |
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